Aquela filha da puta chamada rotina!

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É uma das coisas mais detestáveis deste planeta. Para mim, pelo menos. A obrigatoriedade de fazer a mesma coisa todos os dias, ao longo de vários dias, semanas, meses ou mesmo anos é algo que me assusta profundamente. Tal como aquilo que digo na descrição deste blog, tem de haver algo novo todos os dias.

 

Há pessoas que não pensam assim, eu sei. Há até quem diga que a rotina lhes transmite alguma segurança. Mas isso é algo que eu não consigo mesmo entender. A necessidade de pagar contas e de ter um ordenado acaba por condicionar muito este ponto, mas bolas, eu até sou daquelas pessoas que se irrita quando tem de ir para casa pelo mesmo caminho. Há dias em que até escolho ruas diferentes apenas para fugir à rotina.

Isso não quer dizer que não tenha consciência de que nem sempre é possível. Há alturas em que a rotina é demasiado forte e nos consome de uma forma horrível. Um dos melhores exemplos é o facto de estar a dois dias de completar o meu 43º aniversário e nem sequer ter dado por isso. Algures num recanto do meu cérebro, ainda tenho 25 anos e posso fazer aquilo que me apetecer, posso-me divertir como bem entender e ir ter com os amigos que quiser.

Mas não é bem assim. O facto de os anos passarem rapidamente influencia muitas destas coisas. Não posso fazer o que me apetece. Tenho responsabilidades para cumprir, pessoas que dependem de mim e o dever de lhes proporcionar o melhor que posso. Lembro-me de quando não conseguia ir dormir antes da meia-noite, pois achava que era uma perda de tempo. Agora, chego a casa tão cansado que há dias em que até dispensava o jantar.

O tráfego deste blog também nos consegue mostrar isto da melhor forma. No último post falo sobre como as redes sociais acabaram por passar os blogs para segundo plano e que era quase por isso que as atualizações não eram feitas com tanta frequência. Mas, apesar de tudo, eu gosto de escrever, gosto de contar histórias e gosto de tentar explicar por palavras algumas das coisas que vou sentindo e vivendo na minha rotina. Só que entretanto, desde o último post em que eu referia que ia “tentar não demorar outra vez alguns anos até regressar”, já passaram dois anos e meio. Assim, de repente. Quase sem dar por isso. Sugado pela rotina e exausto ao ponto de só me apetecer estar no quentinho, debaixo do edredon. Não me lembro do último filme que vi, o escritório continua o mesmo caos há anos pois ainda não o consegui arrumar como deve ser e há dias em que tenho mesmo de parar numa estação de serviço a caminho de casa, fechar os olhos e ficar no silêncio três ou quatro minutos antes de continuar.

Como diria Ferris Bueler: “Life moves pretty fast. If you don’t stop to look around once in a while, you could miss it”. E eu tento. Tento mesmo. Mas este depressa, é mesmo muito depressa…

Até um dia destes, provavelmente daqui a uns dois anos e meio…

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Publicado por

André Mendes

Sou completamente viciado em Internet chegando mesmo ao ponto de não saber para que é que um computador serve quando não está conectado ao resto do planeta. Podiam ter dito que a net causava dependência, que eu tinha pensado duas vezes antes de experimentar. Agora?? Tarde demais...

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