Como o tempo passa…

Wordpress

Parece incrível mas, assim, de repente, já passaram oito anos desde que criei a minha conta no WordPress e criei o meu primeiro blog por aqui. Isto, depois de já terem passado três desde que o Recanto Cibernético nasceu no Blogspot.

Os Blogues parecem ter sido um dos primeiros passos mais importantes no caminho para as redes sociais, antes do Facebook e “redes” semelhantes. Era uma primeira forma de mostrar ao mundo o que estávamos a fazer, a opinião que tínhamos sobre diversas coisas e o que bem nos apetecesse, apenas porque sim. Apenas texto, diversas fotos, os mais variados temas. Tudo! (bem, quase tudo)…

O problema é que nos blogues há muito mais texto. Tem mais a ver com uma opinião, do que propriamente com o “chocolate que estou a comer”, o “sitio onde fui almoçar” ou “olhem só onde eu estou”. E, por isso, também o meu blogue – que demorou tanto tempo a ser criado por eu não acreditar muito na partilha de diversas coisas – acabou por cair no esquecimento e praticamente nunca mais lhe liguei. Não consegui evitar uma risada quando abri a página hoje, e o título do post mais recente era: “Adeus 2011, olá 2012”. E não tarda nada, estamos a terminar o ano 2015!

Esse “último” post dizia precisamente que eu já não vinha cá há muito tempo, muito por culpa das redes sociais. E é verdade. Escrever isto tudo dá trabalho e cada vez há menos tempo para escrever seja o que for, longe do carreiro de ovelha que muitos de nós somos obrigados a seguir. E é uma escrita para o vazio. Nem se trata muito bem de quantos “likes” vamos receber nem nada disso. Pelo menos aqui, onde os posts são quase desabafos. E aqui fica mais um. Com o carimbo do próprio WordPress a dar-me os parabéns pelo oitavo aniversário do Recanto Cibernético.

Vamos ver se consigo não demorar outra vez alguns anos até regressar, e entretanto, atualizo um pouco a imagem disto tudo.

Adeus 2011, olá 2012!

20111231-213915.jpg

Continua mais ou menos esquecido mas o meu blog ainda tem pulsação. E a brincar, a brincar, já lá vão mais de sete anos de existência. Claro que a “culpa” deste esquecimento de actualizações vai direitinho para o boom que as redes sociais tiveram nos últimos anos, com muito mais imediatismo e com uma facilidade de consulta claramente superior. Mas como o lema do blog se mantém como: “Ano novo, vida nova, casa nova, carrinha nova, blog novo, agenda nova, uma estante nova. Tem de haver algo novo todos os dias! (Ou quase…)”, a actualização no final de mais um ano era praticamente inevitável. E também porque a escrita nos blog’s ainda permite outro tipo de texto que ninguém teria paciência para ler se fosse publicado numa qualquer rede social.
Bem, mas a razão deste post tem a ver com mais uma passagem de ano. E com o adeus ao ano 2011, que me viu voltar a trabalhar naquilo que gosto, mas que, provavelmente, foi mesmo a única coisa positiva que este ano teve. É um ano que não me dá grande vontade de o recordar e que não tenho muita pena que chegue ao fim. O problema é que 2012 não promete ser muito melhor. Os cenários de crise vão continuar, as contas de cabeça também e fico apenas a desejar que eu e todas as pessoas que me são próximas (independentemente da distância a que se encontram) tenham, acima de tudo, uma saúde de ferro para enfrentar mais um ano complicado.
Para todos os que ainda passarem por aqui, e para os que não passarem também, votos de um 2012 melhor que este ano que está prestes a acabar e que os próximos 366 dias sejam o mais felizes possível. Bom ano!

É a praia…

20110626-122758.jpg

A areia fina, o cheiro a mar, a água salgada, o barulho das ondas, o sol na pele, pessoas a ir, pessoas a vir, o trânsito para chegar, o trânsito para sair, as crianças que gritam, as crianças que choram, as crianças que riem, as bolas de praia pelo ar, os vendedores de óculos escuros, fios e brincos, o espaço para estender a toalha ou a falta dele, os miúdos a correr e a sacudir areia, os aviões de publicidade, os barulhentos barcos de pesca, a pouca roupa existente (o que pode ser bom ou horrível), o bikini que sai do sítio com a força das ondas, as pessoas que cospem na areia e que a usam para apagar o cigarro, a carrinha do ISN que passa de sirenes ligadas a caminho de mais uma emergência, o barulho das raquetes, o mosquito que não me larga, o “concurso” do chapéu de sol mais original ou da geleira maior, o rádio a pilhas com as notícias ou o relato, a velha que não pára de olhar para mim a tentar perceber o que é que eu estou a fazer com uma coisa preta na mão que me obriga a mexer freneticamente os polegares, os bebés que vêm pela primeira vez à praia, os velhotes que já cá vêm há anos, os amigos que se fazem, as pessoas que se vêm, as discussões a que se assistem, as fotografias que se tiram, as memórias que ficam, as saudades que deixam e todos os argumentos que nos fazem (ou não) querer voltar. E talvez a frase mais longa de sempre neste blog, que não segue necessariamente uma ordem…

O nosso querido país…

Eu conheço um país que em 30 anos passou de uma das piores taxas de mortalidade infantil (80 por mil) para a quarta mais baixa taxa a nível mundial (3 por mil).
Que em oito anos construiu o segundo mais importante registo europeu de dadores de medula óssea, indispensável no combate às doenças leucémicas. Que é líder mundial no transplante de fígado e está em segundo lugar no transplante de rins.
Que é líder mundial na aplicação de implantes imediatos e próteses dentárias fixas para desdentados totais.
Eu conheço um país que tem uma empresa que desenvolveu um software para eliminação do papel enquanto suporte do registo clínico nos hospitais (Alert), outra que é uma das maiores empresas ibéricas na informatização de farmácias (Glint) e outra que inventou o primeiro antiepilético de raiz portuguesa (Bial).
Eu conheço um país que é líder mundial no sector da energia renovável e o quarto maior produtor de energia eólica do mundo, que também está a constuir o maior plano de barragens (dez) a nível europeu (EDP).
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o primeiro sistema mundial de pagamentos pré-pagos para telemóveis (PT), que é líder mundial em software de identificação (NDrive), que tem uma empresa que corrige e detecta as falhas do sistema informático da Nasa (Critical)e que tem a melhor incubadora de empresas do mundo (Instituto Pedro Nunes da Universidade de Coimbra).
Eu conheço um país que calça cem milhões de pessoas em todo o mundo e que produz o segundo calçado mais caro a nível planetário, logo a seguir ao italiano. E que fabrica lençóis inovadores, com diferentes odores e propriedades anti-germes, onde dormem, por exemplo, 30 milhões de americanos.
Eu conheço um país que é o «state of art» nos moldes de plástico e líder mundial de tecnologia de transformadores de energia (Efacec) e que revolucionou o conceito do papel higiénico (Renova).
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial e que desenvolveu um sistema inovador de pagar nas portagens das auto-estradas (Via Verde).
Eu conheço um país que revolucionou o sector da distribuição, que ganha prémios pela construção de centros comerciais noutros países (Sonae Sierra) e que lidera destacadíssimo o sector do «hard-discount» na Polónia (Jerónimo Martins).
Eu conheço um país que fabrica os fatos de banho que pulverizaram recordes nos Jogos Olímpicos de Pequim, que vestiu dez das selecções hípicas que estiveram nesses Jogos, que é o maior produtor mundial de caiaques para desporto, que tem uma das melhores seleções de futebol do mundo, o melhor treinador do planeta (José Mourinho) e um dos melhores jogadores (Cristiano Ronaldo).
Eu conheço um país que tem um Prémio Nobel da Literatura (José Saramago), uma das mais notáveis intérpretes de Mozart (Maria João Pires) e vários pintores e escultores reconhecidos internacionalmente (Paula Rego, Júlio Pomar, Maria Helena Vieira da Silva, João Cutileiro).
O leitor, possivelmente, não reconhece neste país aquele em que vive ou que se prepara para visitar. Este país é Portugal. Tem tudo o que está escrito acima, mais um sol maravilhoso, uma luz deslumbrante, praias fabulosas, ótima gastronomia. Bem-vindo a este país que não conhece. Bem-vindo a Portugal…!

Texto de Nicolau Santos publicado na revista up da TAP

Peço desculpa, mas não percebi…

Quando Sócrates apresentou a sua demissão e forçou a marcação de eleições antecipadas, todos os partidos vieram a público dizer que iriam marcar as suas campanhas pelo positivismo, nunca se focando no que os outros poderiam estar, ou não, a fazer. Bem, onde é que isso está? É que não percebi… Sempre que vejo um noticiário, aparece José Sócrates a dizer que o PSD fez isto ou aquilo, mas também Pedro Passos Coelho criticando o PS por esta ou aquela atitude. Aparecem políticos ditos “independentes” a discursar nos mais variados jantares e convívios organizados por diversos partidos. Será que ainda ninguém percebeu que TODOS os Portugueses estão fartos desta m3rda de conversa? Será que estes imbecis ainda não conseguiram perceber que basta aparecer alguém que diga alguma coisa de jeito e mostre que pretende MESMO fazer alguma coisa de jeito, que esse alguém consegue de imediato um nível de credibilidade muito superior aos dos palhaços que vemos diariamente nos noticiários? Qual é a dificuldade destes doutores e engenheiros pagos (por nós) a peso de ouro em perceber isto? É uma coisa que eu não consigo mesmo perceber… E que assisto sempre que me esqueço de mudar de canal à hora de jantar!