Volkswagen Golf
O Volkswagen Golf ainda é o automóvel que considero “o meu carro”. Desde que fui o feliz proprietário de um exemplar da quarta geração, que me tornei num apaixonado por este modelo e vejo o dia em que o troquei como um dos maiores erros que já cometi. Mas pronto, a vida é assim mesmo, aprendemos com os nossos erros. Esta página paralela ao meu blog está destinada a conter muitas das coisas que vou encontrando sobre este modelo e começo por aqui deixar o comunicado oficial de imprensa da sexta geração deste modelo, que está prestes a iniciar a sua comercialização no nosso país (Novembro). Inicia-se com um breve resumo de todas as gerações existentes até agora e acaba com o comunicado oficial da marca.
O Golf ao longo de seis gerações – dados e factos
Lançado inicialmente em 1974, o Volkswagen Golf tem marcado o caminho do sucesso através de crescentes níveis de vendas e de um significativo conjunto de inovações. Ao longo de todas as suas gerações, o Golf conquistou um lugar de grande destaque na indústria e no mercado mundial, assumindo-se como o modelo de referência no segmento dos automóveis compactos, graças às suas inegáveis qualidades de concepção, com destaque para os elevados padrões de qualidade, fiabilidade e tecnologia. A provar tudo isto está a elevada cotação do Golf no mercado de usados, onde o modelo alemão obtém um alto valor de retoma, seja qual for a motorização ou a versão.
Golf I – 1974-1983
Desenhado por Giugiaro, o primeiro Golf foi lançado em Junho de 1974. Logo se destacou pelas linhas e proporções equilibradas, bem como pela simplicidade e eficácia do sistema “tudo à frente” (motor e tracção dianteiros). Tratou-se de um passo de gigante para a Volkswagen, que assim deu o passo definitivo (depois do lançamento primeiro Passat em 1973) para o fim da “dependência” do Carocha. Equipado com motores de 1,1 e 1,5 litros (50 e 70 CV, respectivamente), o Golf I rapidamente se tornou o modelo mais vendido na Europa e, menos de três anos após o seu lançamento, comemorava já o primeiro milhão de unidades produzidas. Um dos maiores reforços para a primeira gama Golf, foi a introdução de duas versões distintas em termos de motorização: o GTI e o Diesel. No primeiro caso, esta sigla (GTI) inventada pela Volkswagen e que é hoje tão comum, teve enorme impacto. O motor de 1.6 litros e injecção mecânica desenvolvia 110 CV e imprimia uma agilidade nunca antes vista num modelo compacto de produção corrente. Já o Golf Diesel, com o seu motor de 1,5 litros e 50 CV, era um convite à economia de combustível e durabilidade mecânica. Em 1979, surge o Golf Cabriolet, que enriquece e transforma o apelo da primeira geração Golf, seduzindo novos clientes e criando uma nova referência entre os modelos compactos descapotáveis.
Golf II – 1983-1991
No final do Verão de 1983, algumas semanas antes do Salão de Frankfurt desse ano, a Volkswagen lançou a segunda geração do Golf, que, em termos estéticos, mantinha o indisfarçável ar de família do modelo anterior. Maior por fora e por dentro, o Golf II tinha como motorização base um bloco de 1,3 litros com 55 CV, motor que se tornou lendário pela sua robustez e facilidade de manutenção. Nesta segunda geração, o conceito Golf GTI (entretanto já amplamente difundido entre a concorrência) foi reinterpretado, adoptando um novo motor de 1,8 litros e 115 CV, muito mais elástico e performante. No entanto, a Volkswagen estava a trabalhar em algo mais excitante e, em Março de 1986, surge o Golf GTI 16V, com cabeça de quatro válvulas por cilindro, o que lhe conferia uma potência máxima de 139 CV, um valor assinalável para a época. Ainda antes do final da década de 80, a Volkswagen volta surpreender e a agradar aos apreciadores de versões desportivas, ao lançar o Golf G60. Equipado com um compressor mecânico, o mesmo motor 1.8 do GTI 16V, passa a desenvolver 160 CV de potência máxima, tendo mesmo sido construídas algumas dezenas de unidades de uma versão especial (Limited) nas quais o motor G60 alcançava uns muito respeitáveis 210 CV! Entretanto, tendo em conta as transformações e exigências do mercado, a Volkswagen anuncia, também em 1986, as primeiras versões Golf equipadas com tracção integral e com a designação comercial Syncro. E além das versões “apenas” Syncro, o Golf II conheceu também uma variante mais adaptada à condução fora-de-estrada, o Golf Country – quase um SUV nos padrões actuais – dotado de uma suspensão mais elevada, pneus mistos e elementos exteriores que lhe conferem um aspecto totalmente diferente dos restantes Golf Syncro de então. Em 1990, a segunda geração Golf assinala o primeiro milhão de unidades produzidas do Golf GTI.
Golf III – 1991-1997
No Verão de 1991, oito anos após o lançamento da segunda geração, surge o Golf III, um modelo que retém o essencial do conceito original mas que se mostra mais “adulto” e amadurecido. No entanto, é inconfundivelmente um Golf e essa semelhança com o Golf original, sempre presente de geração para geração, é mesmo um dos segredos do sucesso de todos os Golf.
O Golf III apresentou como motor mais acessível um 1.4 de 60 CV, com injecção monoponto e catalisador de série. A motorização Diesel que tinha passado para 1600 cc (54 a 80 CV) na anterior geração, apresentava-se agora num bloco de 1,9 litros, primeiro num formato convencional, com injecção indirecta (pré-câmara) e 75 CV. Depois, em 1993, entra em cena o primeiro Golf TDI, animado pelo mesmo motor 1.9, mas agora com um combinação “mágica” e que fez história: injecção directa e turbocompressor. Este primeiro Golf 1.9 TDI tinha 90 CV e tornou-se numa referência mundial na sua classe, pela extraordinária elasticidade, economia e fiabilidade.
Também nos motores a gasolina o Golf III foi inovador, apresentando o primeiro bloco V6 num modelo compacto. O motor VR6, com 2,8 litros de capacidade e 174 CV de potência, era extremamente compacto, com os seis cilindros implantados num único bloco, com apenas 15º a separá-los.
É também nesta segunda geração que o Golf conhece uma nova versão Cabriolet (que se manteve até há bem pouco tempo) e ganha, pela primeira vez, uma versão Variant (carrinha).
Golf IV – 1997-2003
A quarta geração Golf aparece apenas seis anos após o Golf III – em oposição aos nove anos da primeira geração e aos oito da segunda. Mantendo a “receita familiar” de sucesso – a mesma silhueta e o mesmo ar de família – o Golf IV dava os mesmos passos dos seus antecessores, crescendo em dimensões exteriores e interiores e incrementando os níveis de qualidade de construção, bem como os dotes dinâmicos de referência no mercado.
As motorizações a gasolina são novamente reforçadas, passando a contar com um 1.4 16V de 75 CV e, no outro extremo da gama, um 1.8 Turbo de 150 CV. Os motores TDI continuam a evoluir e a oferta de potências – sempre combinadas com economia e robustez – passam a propor versões de 110, 115 e 130 cv, sendo mais tarde complementadas por variantes de 150 CV e 105 CV.
Na vertente exclusiva e desportiva, o Golf IV destaca-se pela introdução da versão R32, como motor VR6 de 3,2 litros e 240 CV, acoplado a um sistema de tracção integral.
É também nesta geração que a Volkswagen assinala a passagem dos 21 milhões de Golf produzidos (Junho de 2002). Em “apenas” 28 anos, o Golf ultrapassou os números de produção do Carocha, que ultrapassou a barreira dos 20 milhões de unidades em 50 anos de carreira ininterrupta, ou seja, quase o dobro do tempo do Golf!
Golf V – 2003-2008
Com quatro anos de vida, o Golf IV cede o seu legado ao Golf V. Esta quinta geração aparece com outras ambições e posiciona o Golf num patamar ainda mais elevado, apostando numa dinâmica de referência e em mecânicas inovadoras, sofisticadas, sempre com baixos níveis de consumos de combustível e de emissões de gases poluentes.
Nos motores a gasolina, é generalizada a utilização de sistemas de injecção directa (FSI), sucessivamente melhoradas com sistemas de sobrealimentação simples (turbo) ou dupla (turbo + compressor), designadas TFSI e TSI. Alcançando níveis de potência surpreendentes, estas motorizações tornaram-se especialmente atraentes por conjugarem baixas cilindradas (1,4 litros) com potências elevadas (até 170 CV). Neste aspecto, a Volkswagen – e o Golf em particular – foi, mais uma vez, inovadora, e uma boa parte da concorrência está a alinhar pelos mesmos padrões (motores “pequenos” e potências elevadas).
Nos sempre apreciados TDI, a tecnologia de injecção directa foi incrementada com motores de 2,0 litros, mais silenciosos e eficazes e dotados de filtros de partículas (DPF) para melhor gestão dos elementos poluentes.
Elevando os níveis de conforto, qualidade e conveniência, o Golf V é um produto muito sofisticado e levou o conceito Golf original a padrões nunca antes vistos. A ampla oferta de motores, a disponibilidade de duas carroçaria (a Variant apareceu em 2007) e a excelência do comportamento dinâmico (eixo traseiro de braços múltiplos), continuam a ser uma referência no segmento, deixando apenas espaço para a evolução e consolidação de um conceito iniciado há 34 anos e que agora acaba de conhecer mais um descendente: o Golf VI.
Golf VI – 2008 – (?)
O novo Golf é o melhor Golf de sempre e a Volkswagen está orgulhosa da tradição e inovação que o modelo tem protagonizado desde sempre. Na verdade, independentemente de cada geração, o Golf é um fenómeno. Posicionado na classe dos compactos, este ícone desafia todas as distinções automóveis e sociais e nenhum outro modelo no seu segmento de preço esteve sequer perto de alcançar um tão vasto leque de pessoas de todas sensibilidades, tendências e grupos da sociedade. O Golf é o único que serve sempre bem os seus propósitos e o novo Golf é ainda mais eficaz neste aspecto. Sempre em busca da perfeição, o novo Golf foi modelado até ao mais pequeno detalhe, elevando o estilo do novo modelo a um padrão inédito. A equipa de design, liderada pelo italiano Walter de Silva (responsável pelo design do Grupo Volkswagen), incutiu ao Golf uma presença e uma energia polarizadoras que inspiram dinâmica e prazer. Essa dinâmica e prazer transportam-se também para a condução, o que é comprovado pelo lado “inteligente” do novo Golf. Dados como um consumo médio de 4,5 litros por cada 100 km percorridos no motor TDI de 110 cv, colocam os preços dos combustíveis quase num plano secundário. A pedido do cliente, o Golf pode mesmo estacionar sozinho na cidade, graças ao sistema “Park Assist” (estaciona automaticamente em apenas 15 segundos, depois de engrenada a marcha-atrás) e pode manter a distância ideal de segurança em auto-estrada com o dispositivo de controlo de velocidade activo “ACC”, que mantém automaticamente a distância de segurança ao veículo da frente, entre os 30 e os 210 km/h, acelerando e travando o Golf de acordo com os padrões seleccionados. O novo Golf pode também passar de familiar a desportivo apenas premindo um botão, quando o novo chassis adaptativo DCC (“Adaptive Chassis Control”) está montado a bordo. Acima de tudo, o novo modelo exibe um padrão de qualidade nunca antes obtido nesta classe. O melhor resumo do que é o novo Golf em termos de qualidade, estás nas palavras do próprio Presidente do Conselho de Administração da Volkswagen, Dr. Martin Winterkorn: “Esta sexta geração de modelos Golf, redefinirá por completo os padrões de qualidade e conforto da sua classe, aproximando-se das categorias superiores e oferecendo ainda mais valor ao cliente do que a geração anterior”.
Poder de inovação – o Golf democratiza o progresso
O estilo poderoso e cristalino do Golf, tanto na versão de duas como na de quatro portas e nos níveis de equipamento “Trendline”, “Confortline” e “Highline”, mostra com clareza o caminho futuro de toda a marca Volkswagen. Os níveis de insonorização e de conforto acústico superam todas as barreiras da classe, enquanto que as tecnologias inovadoras dos motores e transmissões permitem reduções até 28 por cento nos consumos de combustível. Todos os motores a gasolina e Diesel cumprem os requisitos da futura norma de controlo de emissões Euro 5. Os sistemas de assistência à condução, como o Controlo de Distância Automático (ACC), o chassis adaptativo (DCC) e a função de estacionamento automático (“Park Assist”), trazem um valor adicional em termos tecnológicos para a classe do Golf. Em complemento, o novo Golf apresenta um nível máximo de protecção dos seus ocupantes: um novo dispositivo de controlo de estabilidade (ESP), com uma resposta mais precisa em todo o seu campo de acção; sete airbags (incluindo airbags para os joelhos); apoios de cabeça especiais (WOKS) que funcionam para contrariar o efeito de chicote; sistema de detecção de cinto de segurança nos lugares traseiros; luzes de presença diurnas. Todos estes sistemas estão montados de série na nova gama Golf.
Design exterior – Uma nova forma de precisão
O excepcional valor perceptível no novo Golf, é reflectido, desde logo, pelo seu design distinto e elaborado. Todos os elementos-chave da carroçaria foram redesenhados, como afirma Walter de Silva: “Retivemos todos os aspectos fundamentais do Golf num novo molde”. O mesmo responsável reforça a sua visão do projecto: “O Golf é um ícone mundial da indústria automóvel. Por isso, a sua arquitectura e estilo são também absolutamente definidas e originais”. Ao mesmo tempo, a sexta geração do Golf apresenta uma imagem mais distinta e desportiva do que qualquer uma das anteriores gerações. Mais uma vez, a palavra a Walter de Silva: “Face ao seu antecessor, o novo Golf tem um design mais acentuado, mais tridimensional, com linhas e ângulos mais definidos e superfícies e ‘recantos’ melhor proporcionados”. E Klaus Bischoff, Director de Design da marca, adiciona o seguinte: “Cada detalhe está totalmente comprometido com a adição de valor ao produto final”.
Especialmente quando se comparam directamente as gerações V e VI, torna-se evidente quanto o novo Golf mudou. A equipa de design – dirigida por Walter de Silva, Klaus Bischoff e o Director Criativo do Grupo Volkswagen, Flávio Manzoni – cristalizou o essencial do ADN do Golf e enviou-o para uma viagem ao futuro. As características do estilo exterior incluem a “transparência” da frente do modelo da primeira geração e o pilar C que foi aperfeiçoado na quarta geração. A secção do tejadilho assenta agora, tal como no Scirocco, num proeminente ombro lateral. Este desenho é estruturado por uma linha de curva dominante que, tal como um músculo exercitado até à última fibra, se alonga desde as ópticas dianteiras às ópticas traseiras. Este perfil lateral – a que a Volkswagen chama de “linha de carácter” – confere também ao Golf uma forte presença em estrada, quando visto lateralmente.
Todas as superfícies da carroçaria são agora mais “descontraídas”, mais atléticas. Na frente, o novo modelo adopta a grelha da primeira geração do Golf, alinhada horizontalmente entre os grupos ópticos. A grelha pintada a preto tem bastante impacto. As linhas do pára-choques estão em consonância com as da grelha e, na zona inferior, existe mais uma entrada de ar. As ópticas, elegantes e estilizadas, estão alojadas num fundo preto. A traseira é igualmente caracterizada pela predominância de linhas horizontais. As ópticas – agora bem mais largas – distinguem-se, entre outro pormenores, pelo seu inconfundível design nocturno. Esteticamente, as linhas cristalinas das luzes indicadoras de mudança de direcção (“piscas”) e de marcha-atrás, assemelham-se às do Touareg. No seu conjunto, o novo Golf – na interacção de todas as suas características de design – revela a sensação de um automóvel significativamente mais largo e mais plano.
Interior – Uma nova dimensão na classe
O elevado valor do Golf VI reflecte-se igualmente no novo interior, totalmente redesenhado, cujas superfícies refinadas e características, alteram por completo os padrões da classe, tanto visualmente como ao toque, especialmente na zona do posto de condução. A aparência e a disposição dos materiais, bem como os detalhes como o alumínio escovado, a instrumentação circular e o volante derivados do Passat CC, deixam a impressão de que se está a bordo de um modelo do segmento superior. As propriedades ergonómicas do interior do novo Golf são, igualmente, bastante avançadas. Por exemplo, todos os comandos são ainda mais fáceis de utilizar. Estes incluem os comandos da climatização automática (Climatronic) estreados no Passat CC, o novo sistema integrado de rádio e navegação RNS 510 com comandos por toque no ecrã (“touchscreen”) e os comandos dos vidros eléctricos agora colocados mais à frente no painel da porta, mais fáceis de aceder. Tudo isto é definido por uma linha comum: a tradicional busca pela perfeição da Volkswagen está bem patente em cada detalhe do novo modelo. Um exemplo: o sistema de detecção de cintos de segurança dos bancos traseiros. No caso de o cliente optar por instalar airbags para a cabeça nos lugares traseiros, o condutor fica a saber, através do ecrã multifunções no painel de instrumentos e através de um sinal acústico, se todos os ocupantes que viajam atrás têm ou não os cintos de segurança colocados, individualmente em cada lugar. Ainda no campo da segurança passiva, o Golf VI estreia um novo sensor de detecção da severidade do embate. Localizado a meio do habitáculo, este sensor avalia e “sente” sinais de desaceleração de baixa frequência. Adicionalmente, acelerómetros especiais medem a frequência dos componentes numa faixa mais “audível”, sinais esses que são gerados quando as estruturas na zona dianteira do veículo começam a deformar-se. Esses sinais, ou “ondas sonoras” propagam-se muito rapidamente pelo veículo e permitem que o sistema avalie rápida e eficazmente a severidade da colisão, fazendo actuar os airbags e os pré-tensores dos cintos de segurança de acordo com os padrões da colisão. Outro bom exemplo: no caso dos bancos em pele, a Volkswagen passou a utilizar, pela primeira vez no Golf, um novo cabedal, mais robusto. No caso da bagageira, o novo Golf possui quatro ganchos para prender sacos de compras, o que evita que o conteúdo dos mesmos se espalhe com o veículo em movimento. Mais um detalhe excepcional: graças ao seu desenho aerodinamicamente optimizado, os retrovisores exteriores ficam menos sujos; são também mais fáceis de ajustar desde o interior, pois o comando de regulação foi reposicionado mais acima e mais à frente no painel da porta. A sexta geração do bestseller da Volkswagen oferece excepcionais condições de espaço e habitabilidade em todas as versões. Nos lugares da frente, a altura máxima disponível é de 1033 mm (banco na posição mais baixa). De forma a acomodar uma vasta gama de estatura de condutores, homens ou mulheres, o banco do condutor é ajustável 310 mm longitudinalmente e 61,5 mm verticalmente. Nos bancos traseiros, a altura máxima oferecida é de 979 mm e o espaço para as pernas com o banco do condutor totalmente chegado para trás, é de 45 mm. Contribuindo igualmente para o elevado conforto e ergonomia a bordo do Golf VI, a altura dos bancos ao piso alcança valores de referência na classe: 279 mm nos bancos dianteiros e 321 mm nos bancos traseiros. Em largura, o habitáculo mede 1447 mm à frente e 1452 mm atrás. Com 350 litros de capacidade, a bagageira do novo Golf tem exactamente a mesma disponibilidade de espaço do modelo anterior. Com todos os cinco lugares ocupados, a bagageira oferece 828 mm de comprimento. Quando se rebatem os bancos traseiros (1/3, 2/3), o espaço para transportar carga passa a ser de 1305 litros de capacidade e 1581 mm de comprimento. A largura mínima entre as cavas das rodas é de 1008 mm.
O conforto do baixo ruído – o Golf mais silencioso de sempre
O novo Golf é também caracterizado por propriedades acústicas de primeira classe. No pára-brisas, uma película especial de isolamento acústico, reduz os ruídos dinâmicos, o mesmo acontecendo com os novos isolamentos nas portas e nas guias das janelas laterais. Também os retrovisores exteriores produzem significativamente menos ruído, graças ao seu novo formato. Foram igualmente desenvolvidos novos e melhores métodos de insonorização para o compartimento do motor e para o habitáculo, isolando-os acusticamente de uma forma mais eficaz. Os pneus com baixo ruído de rolamento e os novos apoios de motor completam o programa de insonorização do novo Golf. Foram ainda adoptadas tecnologias e materiais de amortecimento em zonas específicas, como guarda-lamas, compartimento do motor, pedais, túnel central, em volta dos sistemas de ar condicionado e aquecimento e na bagageira. Para alcançar os novos padrões de insonorização, a Volkswagen recorreu a medições especiais com ultra-sons.
Motores Diesel – a mudança para o common rail
Uma contribuição decisiva para as inovadoras propriedades acústicas do Golf, é dada pelos novos motores TDI com injecção common rail, agora adoptados pela nova geração do modelo. O motor 140 CV possui duplos veios de equilíbrio, para redução das vibrações de funcionamento. Logo no início da comercialização, estão disponíveis dois motores 2.0 TDI de 110 e 140 CV, ambos equipados com filtro de partículas (DPF). Os novos TDI são excepcionalmente económicos. O motor de 110 CV contenta-se com uns modestos 4,5 litros de gasóleo por cada 100 km (apenas 119 g/km de emissões de CO2), o que representa uma redução de 0,6 litros no consumo de combustível! Mesmo o motor de 140 CV necessita somente de 4,9 litros de gasóleo (129 g/km de CO2), reduzindo também em 0,6 litros o consumo de combustível face à anterior geração. A tecnologia common rail dos novos TDI do Golf VI, é de terceira geração. O sistema atinge pressões até 1800 bar e cada injector, do tipo piezo, conta com oito atomizadores. Os cristais piezo assistidos hidraulicamente injectam combustível em fracções de segundo. Face à injecção convencional com válvulas solenóides, este processo permite injecções de combustível mais flexíveis, em quantidades menores mas muito melhor doseadas e mais precisas. A grande vantagem deste sistema consiste num funcionamento mais suave do motor, cuja resposta passa também a ser mais espontânea, garantindo sempre baixos consumos e emissões. Além disso, o ruído de funcionamento do motor foi substancialmente reduzido, resultando num maior conforto de condução.
Motores a gasolina – mais económicos do que nunca
Na fase de lançamento, a nova gama Golf tem três opções de motores a gasolina, com 80, 122 e 160 CV. Os motores a partir de 122 CV são da gama TSI, com sobrealimentação dupla ou apenas com turbocompressor. Na verdade, estes motores a gasolina são também pioneiros no que respeita à economia de combustível. O motor de 80 CV de acesso à gama, consome apenas 6,4 litros/100 km (149 g/km CO2), ou seja, menos 0,5 litros do que o seu antecessor. Os motores TSI também constituem exemplos de eficiência na economia de combustível: com 122 CV, o Golf 1.4 TSI consome somente 6,2 litros/100 km (144 g/km CO2), o que representa uma poupança de 0,1 litros. O motor 1.4 TSI de 122 CV, com turbocompressor e intercooler, desenvolve um binário máximo de 220 Nm, disponível logo desde as 1250 rpm. O binário específico deste motor atinge o excelente valor de 144 Nm por litro, entre as 5000 e as 6400 rpm, o que contribui decisivamente para a economia de combustível. Mesmo o mais potente 1.4 TSI de 160 CV não ultrapassa um consumo de 6,3 litros aos 100 km, o que equivale a uma diminuição de 1,5 litros em comparação com o anterior TSI de 170 CV. O motor 1.4 TSI de 160 CV é, por enquanto, o mais potente entre os propulsores a gasolina do Golf VI. Este novo motor tem uma potência específica muito interessante (114,2 CV por litro) e alcança um binário máximo de 240 Nm, logo desde as 1500 rpm. Dotado desde 1.4 TSI de 160 CV e com caixa DSG de 7 velocidades, o Golf consome apenas 6,0 litros/100 km e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 8,0 segundos, para uma velocidade máxima de 200 km/h. A tecnologia TSI dos motores a gasolina do novo Golf foi substancialmente melhorada para esta nova geração, tendo em conta a contenção dos consumos e da emissão de gases poluentes. As alterações são diversas, mas podem destacar-se a nova conduta de admissão de ar (melhor binário nos baixos e médios regimes), novas válvulas de injecção de alta pressão (melhor atomização do combustível) e ainda um novo circuito de óleo e uma bomba de óleo mais eficaz, o que, neste caso, se traduz por menor desgaste por atrito nos rolamentos dos veios de excêntricos e da cambota. Também foram introduzidas novas camisas nos êmbolos e cilindros. O sistema de sobrealimentação do motor 1.4 TSI de 160 CV inclui um compressor mecânico comandado por correia (tipo Rootes), cuja inércia é fundamental para o motor desenvolver potência a baixos regimes, e um turbocompressor (movido pelos gases de escape) que se encarrega de gerar mais potência nos altos regimes. O trabalho conjunto do compressor e do turbo (o primeiro passa o “testemunho” ao segundo às 3500 rpm) permite que um motor de baixa cilindrada como este (1390 cc) desenvolva elevados níveis de potência e de binário, sem necessitar de consumos exagerados para o conseguir. De referir ainda que, em todos os novos Golf, o primeiro serviço de manutenção está agendado para os 60 mil km ou três anos (o que ocorrer primeiro).
DSG – o fim da caixa automática convencional
Com excepção das versões de acesso, todos os motores a gasolina e Diesel podem ser acoplados à caixa de dupla embraiagem DSG da Volkswagen. Dependendo do binário de cada motor, estão disponíveis caixas DSG de 6 ou de 7 velocidades. Isto significa que, no Golf, a eficaz e ágil caixa DSG substituiu por completo a caixa automática convencional com conversor de binário. Para demonstrar o enorme potencial de economia da aliança TSI-DSG, basta mencionar os valores de consumo e de emissões do novo Golf 1.4 TSI de 160CV: 6,0 litros/100 km e 139 g/km CO2. Este sofisticado conjunto substitui o anterior motor 2.0 TFSI de 150 CV com caixa automática de 6 velocidades, que apresentava um consumo médio de 8,3 l/100 km. Ou seja, o consumo baixou 2,3 litros por cada 100 km (menos 28 por cento).
Sistema DCC (Adaptive Chassis Control) – chassis inteligente e reactivo
Estreado no início de 2008 pelo Passat CC e depois adoptado pelo Scirocco, o sistema de chassis adaptativo DCC surge também disponível no nos Golf. O DCC é capaz de reagir continuamente ao estilo de condução e ao tipo de estrada, modificando as características de amortecimento e garantindo sempre o melhor conforto e os melhores padrões de aderência, um compromisso nem sempre fácil de obter. Quando equipado com DCC, o Golf possui o chassis 10 mm rebaixado, fruto de uma nova afinação das molas e das barras estabilizadoras, o que também só possível pelas excepcionais características de amortecimento do DCC, que activa com o simples toque num botão. O DCC adapta continuamente o amortecimento (até mil vezes por segundo) individualmente em cada roda, de acordo com as características do percurso e estrada percorridos. As reacções do DCC são determinadas pelos dados enviados pelos sensores montados na carroçaria e nas rodas. Em aceleração, travagem e manobras de direcção, o amortecimento torna-se mais firme numa fracção de segundos, anulando o adornar e o rolamento da carroçaria. O sistema de controlo de amortecimento avalia os sinais recebidos da direcção electromecânica, motor, transmissão, travões e dos sistemas de auxílio à condução, utilizando esses dados para alterar as forças de amortecimento. O DCC não se limita a funcionar apenas no modo “Normal”, durante o qual todas as funções de controlo de amortecimento estão activas. Com efeito, o condutor pode também optar por ajuste de suspensão mais personalizado, através dos modos de funcionamento “Confort” e “Sport”. Neste último caso, a afinação base da suspensão é significativamente mais firme, ajustando também a direcção para uma condução mais desportiva. No modo “Confort”, a suspensão adopta, como a designação indica, um comportamento mais confortável, suavizando o chassis em estradas de mau piso. Este modo é também indicado para a condução em cidade e para os longos percursos em auto-estrada.
Factores-chave por ordem alfabética
Capacidade da bagageira: entre 350 litros (bancos traseiros em posição normal) e 1305 litros (bancos traseiros totalmente rebatidos); entre 828 mm e 1581 mm de comprimento
Carroçaria: Duas e quatro portas com terceira ou quinta porta da bagageira: principais elementos da carroçaria são galvanizados
Caixa de velocidades de série: Manual, de 5 e 6 velocidades
Caixa automática: DSG de 6 e 7 velocidades
Chassis: Suspensão dianteira McPherson, suspensão traseira de braços múltiplos; ESP de série; Controlo de Chassis Adaptativo DCC em opção
Consumos médios de combustível: entre 4,5 litros/100 km e 7,1 litros/100 km
Cores: Branco “Candy”, preto “Uni”, vermelho “Tornado”, azul metalizado “Shark”, vermelho metalizado “Amaryllis”, prata metalizado “Reflex”, azul metalizado “Shadow”, prata metalizado “Silverfleaf”, cinzento metalizado “United”, azul pérola “Graphite”, preto pérola “Deep”
Design: Walter de Silva (Grupo VW), Klaus Bischoff (Marca VW), Flavio Manzoni (Design Criativo); Marc Licht (Modelo)
Dimensões: comprimento: 4199 mm; largura: 1779 mm; altura: 1479 mm; via dianteira: 1540 mm; via traseira: 1513 mm
Equipamento de série: ESP, sete airbags, ar condicionado, direcção assistida elector-hidráulica, vidros eléctricos dianteiros, ecrã multifunções, fecho central de portas, banco do condutor regulável em altura
Fábricas: Zwickau e Wolfsburg
Lançamento da geração I: 1974
Lançamento da geração II: 1983
Lançamento da geração III: 1991
Lançamento da geração IV: 1997
Lançamento da geração V: 2003
Lançamento da geração VI: 2008
Lançamento no mercado: Novembro de 2008
Motores: todos os Diesel são TDI com injecção common rail; todos os motores cumprem a norma Euro-5 de controlo de emissões
Motores – Diesel: no lançamento: TDI de 110 CV, TDI de 140 CV
Motores – Gasolina: no lançamento: 80 CV, TSI de 122 CV, TSI de 160 CV
Níveis de equipamento: Trendline, Confortline, Highline
Personalidade: bestseller, à vontade em todas as classes sociais
Produção total Golf desde 1974: mais de 26 milhões
Sistemas de informação e entretenimento: combinações rádio-CD RCD 210, RCD 310 e RCD 510; conjuntos rádio-navegação RNS 310 (totalmente novo) e RNS 510; entradas para MEDIA-IN, AUX-IN; sistema de som Excite da Dynaudio; sistema de mãos livres para telemóvel
Sistemas dinâmicos de auxílio à condução: chassis adaptativo DCC; controlo automático de distância (ACC), estacionamento automático (Park Assist), câmara de estacionamento traseira (Rear Assist), sensores de estacionamento traseiros com visualização (Park Pilot)
Transmissão: Rodas dianteiras
Gama Portuguesa
“Trendline“
Jantes em liga leve “Cleveland” de 16” e pneus 205/55 R16
Faróis de halogéneo com luzes de condução de dia integrados
Pára-choques dianteiro, espelhos retrovisores exteriores na cor da carroçaria
Tubos de escape à vista (específico do motor)
Bancos dianteiros no padrão “Roxy” e banco do condutor com ajuste em altura
Acabamentos “Titanium”
Fecho centralizado com telecomando por rádio
Sistema de ar condicionado “Climatic”
Volante de 3 braços em couro e comandos multifunções
Pacote de equipamento de segurança inteligente, com airbag para os joelhos
ESP com sistema de auxílio à travagem “Brake Assist”, Steering Pulse (correcção do volante), ABS, EDL e ASR
“Confortline“
Jantes em liga leve “Atlanta” de 16” e pneus 205/55 R16
Grelha do radiador na cor preta com embutidos cromados
Bancos dianteiros conforto no padrão “Scout/Merlin”
Banco do passageiro com ajuste em altura, apoio lombar à frente
Pacote “Light and Vision”
Apoio de braços central à frente e atrás, compartimento de arrumação no banco traseiro
Acabamentos “Black Pyramid”
Rádio “RCD 310”
Sistema de ar condicionado “Climatronic”
Faróis de nevoeiro com luzes de curva
“Highline“
Jantes em liga leve “Porto“ de 17” e pneus 225/45 R 17
Suspensão desportiva
Faróis de nevoeiro com luzes de curva com caixilho cromado
Grelha de entrada do ar com estrutura cromada em baixo
Farolins traseiros em vermelho “Cherry”
Bancos dianteiros desportivos no padrão “Alcantara/Dropmag”
Acabamentos em cromado mate
Acabamento cromado no ajuste do espelho retrovisor e nos interruptores dos vidros eléctricos
Rádio “RCD 510”
Sist. ajuda ao estacionamento “Park Assist“




Entretanto, lá foram divulgados os preços da gama. Têm início nos 20.712 euros no caso do motor 1.4, com o nível de equipamento base e carroçaria de três portas. A lista de opcionais também é bastante extensa, mas deixo isso para mais tarde, uma vez que o mais óbvio é mesmo a pintura metalizada, que custa 273 euros.
Versões de 3 portas
1.4 80cv Trendline (20.712€); 1.4 TSI 122cv Trendline (22.340€); 1.4 TSI 122cv Confortline (23.595€); 1.4 TSI 122cv DSG7 Trendline (23.941€); 1.4 TSI 122cv DSG7 Confortline (25.195€); 1.4 TSI 160cv Confortline (25.271€); 1.4 TSI 160cv Highline (26.561€); 1.4 TSI 160cv DSG7 Confortline (26.871€); 1.4 TSI 160cv DSG7 Highline (28.219€); 2.0 TDI 110cv Trendline (24.194€); 2.0 TDI 110cv Confortline (25.449€); 2.0 TDI 140cv Confortline (30.978€); 2.0 TDI 140cv Highline (32.268€); 2.0 TDI 140cv DSG6 Confortline (32.578€); 2.0 TDI 140cv DSG6 Highline (33.923€)
Versões de 5 portas
1.4 80cv Trendline (21.295€); 1.4 TSI 122cv Trendline (22.923€); 1.4 TSI 122cv Confortline (24.177€); 1.4 TSI 122cv DSG7 Trendline (24.523€); 1.4 TSI 122cv DSG7 Confortline (25.777€); 1.4 TSI 160cv Confortline (25.853€); 1.4 TSI 160cv Highline (27.144€); 1.4 TSI 160cv DSG7 Confortline (27.453€); 1.4 TSI 160cv DSG7 Highline (28.798€); 2.0 TDI 110cv Trendline (24.777€); 2.0 TDI 110cv Confortline (26.031€); 2.0 TDI 140cv Confortline (31.560€); 2.0 TDI 140cv Highline (32.850€); 2.0 TDI 140cv DSG6 Confortline (33.160€); 2.0 TDI 140cv DSG6 Highline (34.505€)
Olá, parabéns pela informação disponibilizada! A volkswagen entretanto lançou um novo website para a comunidade Golf, em http://www.historiasdogolf.com.pt. Vejam que vale a pena, sobretudo pela barra histórica dos últimos 34 anos.