Ribeira das Naus abre e fecha

Depois de finalmente terminadas as obras do Metro na Praça do Comércio e arredores, que já duravam há alguns anos, a Ribeira das Naus foi inaugurada ao público, mas volta a ser novamente encerrada no próximo dia 15, juntamente com toda a zona do Terreiro do Paço. É ou não é à tuga? Claro que é. Acabam-se umas obras, começam logo outras. E exactamente no mesmo sítio. Ou pensavam que ia ficar tudo arranjadinho durante muito tempo? Claro que não! Aqui fica o comunicado oficial, com alternativas para o caminho e tudo, uma vez que nós já nem estamos habituados a buracos, obras e a optar por caminhos alternativos por causa disso mesmo:

O trânsito na Avenida Ribeira das Naus, na zona ribeirinha de Lisboa, vai estar cortado a partir do dia 15 de Fevereiro e durante quatro meses, anunciou recentemente o presidente da autarquia, António Costa.

O corte de trânsito, desde o campo das Cebolas até Corpo Santo, deve-se a diversas obras a decorrer em simultâneo na zona do Terreiro do Paço, entre as quais a substituição de uma das principais condutas de abastecimento de água a Lisboa, a construção de duas caixas de intercepção de esgotos e a consolidação do Torreão Poente, que desde a sua construção já abateu 1,40 metros.

Reconhecendo que estes quatro meses serão “um período muito difícil e de fortíssimo condicionamentos na circulação na cidade”, António Costa sublinhou a necessidade de uma grande redução no trânsito na Rua do Arsenal, que “não tem capacidade para receber todo o tráfego desviado.

Depois de anunciar o corte de trânsito, o autarca apresentou as várias alternativas propostas pela autarquia para os percursos Alcântara/Almirante Reis; Belém/Saldanha/Expo; Algés/Expo; Marquês de Pombal/Santos e Marquês de Pombal/Santa Apolónia.

Assim, para quem vai de Alcântara para a zona da Avenida Almirante Reis, a autarquia sugere duas alternativas à utilização da Ribeira das Naus: seguir o percurso Av.Ceuta/Av.Gulbenkian/Av.Berna/João XXI/Areeiro ou então seguir pela Av.24 Julho ou pelo viaduto da Av. Da Índia até à Infante Santo e depois seguir para Estrela/Rato/Alexandre Herculano/Conde Redondo/Jardim Bonifácio/Rua Jacinta Marto.

Neste percurso alternativo aparece uma das alterações de trânsito que a autarquia vai fazer em Lisboa para ajudar a escoar o tráfego: tanto a Avenida Duque de Loulé como a Conde Redondo passam a ter duas vias em cada sentido.

Para o percurso Belém/Saldanha/Expo, a autarquia sugere o caminho Av. Restelo/Av. Ilha da Madeira/Av. das Descobertas/A5/Túnel do Marquês/Marquês de Pombal e daí seguir para a Expo via Casal Ribeiro/Estefânia/Pascoal de Melo/Almirante Reis/Praça do Chile/Morais Soares/Paiva Couceiro/Mouzinho de Albuquerque/Infante D. Henrique.

de Algés para a Expo são sugeridos três percursos: CRIL/2ªCircular/Relógio/Marechal Gomes da Costa; Alcântara/Av.Ceuta/Av.Gulbenkian/Praça de Espanha/Campo Pequeno/João XXI/Olaias/Av.Marechal Spínola/Av.Marechal Gomes da Costa ou então seguir desde a Av.Gulbenkian pelo Eixo Norte-Sul/Av.Forças Armadas/Av.EUA/Av.Marechal Spínola/Av.Marechal Gomes da Costa.

Do Marquês de Pombal para Santos é sugerido o percurso Av.Liberdade/Alexandre Herculano/Rato/S.Bento/D.Carlos I e do Marquês para Santa Apolónia a sugestão é: Fontes Pereira de Melo/Saldanha/Casal Ribeiro/Estefânia/Pascoal de Melo/Almirante Reis/Praça do Chile/Morais Soares/Paiva Couceiro/Mouzinho de Albuquerque.

António Costa reconheceu que vão ser “quatro meses muito difíceis” para a cidade de Lisboa mesmo com alternativas, mas recordou que depois de estarem concluídos os trabalhos, a Avenida Ribeira das Naus reabrirá ao trânsito automóvel em ambos os sentidos, ficando a Rua do Arsenal reservada para transportes públicos.

De acordo com António Mineiro, professor jubilado da Universidade Nova que “desenhou” o trabalho de consolidação do Torreão Poente a desenvolver pela Sociedade Frente Tejo, aquela estrutura está construída em cima de uma área mais profunda de lodos arenosos do que a do Torreão Nascente, daí a diferença de comportamento dos edifícios.

“É por isso que este abateu 1,40 e o outro não”, explicou.

O trabalho de consolidação, que deverá custar 900 mil euros e durar três meses, inclui a colocação de 29 estacas em torno do torreão, 11 do lado do rio e as restantes do lado da Praça do Comércio.

Segundo António Mineiro, este trabalho de consolidação dos terrenos em volta do torreão é necessário para evitar uma situação de afundamento do edifício, “em caso de sismo com uma magnitude igual à do terramoto de 1755″.

Para definir os usos tanto do espaço do Torreão Poente como das restantes áreas do rés-do-chão do Terreiro do Paço, a Sociedade Frente Tejo está a desenvolver um estudo de urbanismo comercial.

Fonte: SAPO/LUSA

E aqui há uns anitos atrás, era mais ou menos assim…

~ por André Mendes em 11/02/2009.

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