Mais uma segunda-feira
É mais uma semana que começa, mais uma segunda-feira em que vou trabalhar com um estado de espírito abaixo da média. Eu sei que tenho de pensar positivo e pensar apenas que já só faltam cinco dias para o fim-de-semana, até porque o copo está meio-cheio e não meio-vazio, etc, etc. Mas depois da minha filha de três anos se ter despedido de mim ontem com um “não gosto de ti” e depois da João se ter deitado ao lado dela e adormecido, em vez de vir ter comigo para aproveitarmos o momento mais calmo, de forma a conseguir conversar um pouco sem ser aos gritos e com frases deixadas a meio, voltei-me novamente a sentir-me sozinho neste “turno da noite”. Não é que não me consiga entreter com uma data de outras coisas aqui ao computador, tenho os blogs para actualizar, o Twitter para ler, montes de sites para visitar e alguns fóruns, mas claro que não é a mesma coisa. Por tudo isso, adicionando um pouco de sono e preguiça, faz com que não comece esta semana da melhor forma. O tempo também não ajuda, como se costuma dizer. Pode ser que entretanto o dia fique um pouco mais risonho… Boa semana!
Editado às 11:00 (@work)
Pelo menos não apanhei trânsito nenhum para passar a ponte, o que já é uma grande ajuda. Estar a olhar para os outros carros e para este tempo horrível no pára-arranca e chegar ainda mais tarde do que o habitual é uma verdadeira seca.
Editado às 13:40 (@lunch)
O resto da manhã correu de uma forma tranquila, com os fabulosos Koss PortaPro a transmitirem o novo álbum de Prince para os meus ouvidos da melhor forma possível, enquanto escrevia um texto mais urgente. Depois de entregue, a hora de almoço é passada em casa da minha mãe, uma das poucas alturas do dia em que estou tranquilo, sem grandes preocupações e com a cabeça sossegada.
Editado às 17:30 (@work again)
De volta à redacção, acabei as coisas mais urgentes que tinha para fazer e fui dar uma volta por Lisboa, com o objectivo de entregar um carro. Lisboa é mesmo uma cidade muito bonita, mesmo com este tempo horrível que teima em não desaparecer. Regresso à redacção, lanche no café e ficam a faltar cerca de trinta minutos até ao “adeusinho, até amanhã”. Depois disso, é hora de trânsito e de ir buscar a Raquel que, segundo sei, hoje não está com um feitio fácil. Ainda bem que lhe tenho de dar banho, vestir-lhe o pijama e dar-lhe jantar…
Editado às 22:00 (@home)
Mesmo ao final da tarde e já com a mala ao ombro para me vir embora, lá se lembraram que afinal ainda havia um carro para entregar, pelo que ainda tive de perder meia-hora com esta volta, efectuada á hora de ponta, com toda a gente a ir para casa. O carro que fui entregar era justamente o que eu ia trazer, pelo que acabei por vir na minha própria carrinha para casa (já tinha saudades). Trânsito intenso em Alcântara, para não variar, mas muito aceitável face ao que já tenho apanhado. E com a vantagem de ter uma revista para ler nos tempos de paragem. Vim direito à Costa da Caparica para ir buscar a Raquel e a minha sogra já tinha preparado o jantar para os três (obrigado Rosa!). Foi “só” chegar a casa, ligar os aquecimentos, ir para a casa de banho com a Raquel, tirar-lhe a roupa, dar-lhe banho, vestir-lhe o pijama, pentear-lhe o cabelo, aquecer e dar-lhe o jantar, aquecer o jantar para mim e para a João, por a mesa, servir o jantar e depois, brincar um pouco com a Raquel antes de ela ir para a cama. Agora, estou de volta ao meu recanto no escritório mas, se calhar, daqui a pouco vou-me deitar. Estou cansado. E amanhã há mais. Já só faltam quatro dias para o fim-de-semana.




Como vês, meu filho apesar do domingo ter acabado de um modo pouco agradável, o dia de segunda-feira até correu bem e, com esses afazeres todos quando chegares a casa, nem dá tempo para ninguém ficar mal disposto. Eu acho que o mais difícil nos momentos mais vazios da nossa vida e nós descobrirmos o lado positivo desses mesmos momentos. Quando conseguimos aprender a fazer isso, a vida começa a sorrir mais… eu sei que é difícil aprender mas não é impossível., eu já tive essa experiência.
Há duas coisas que eu penso serem muito importantes e que devem estar sempre muito presentes no nosso espírito é que todos nós temos defeitos levados da breca (até a pililim) mas, apesar disso, gostamos todos, muuuuuiiiito, uns dos outros.
Beijos
Quando acabei de ler esta “nova entrada” pensei que não tinha como comentar ou o que dizer. No entanto, depois de ver o que vi ontem, pai e filha em perfeita harmonia durante o banho da princesa, só me apraz dizer uma coisa: TOTÓ! As palavras valem o que valem, é certo. Mas, nós, seres humanos valemos muito mais do que qualquer um conjunto de letras, signifiquem elas o que significarem.
Abraço e, Pharmaton Power!